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Katekyo Hitman Reborn!

O garoto é uma completa negação em tudo o que faz, mas descobre que foi escolhido para ser o herdeiro da maior família mafiosa da Itália.
Outros Nomes: Tutor Hitman Reborn
Mídia: mangá
Publicação: 2004 - 2012
Volumes: 42
Autor: Akira Amano
Demografia: shounen
Gêneros: Comédia, Ação, Aventura

Sinopse: Sawada Tsunayoshi é o típico zero a esquerda, sem talento para estudos, esportes ou qualquer outra coisa, mas diferente de qualquer garoto da sua idade, ele está muito bem nessa sua posição de “bom-em-nada”, mas as coisas mudam quando um misterioso bebê aparece em sua casa, alegando ser seu tutor particular. Seu objetivo? Preparar Tsuna para assumir o posto de chefe da maior família da máfia italiana.
Varia: Esquadrão Assassino que trabalha nas sombras
da Vongola.

Comentários: KHR é um dos mangás que tem o meio mais empolgante, mas um dos começos e finais mais chatos que eu já vi. E eu só não abandonei o mangá no começo, porque eu já acompanhava o anime e sabia que a pegada da comédia seria trocada pela pancadaria.

Embora, particularmente, goste muito do Normal Days de KHR, as sagas de ação são o que tornaram o mangá popular. Com o desenrolar da trama, Tsuna percebe que ser escolhido para chefiar a décima geração da família Vongola não é brincadeira de criança e questões internas como o desejo de voltar a sua vidinha medíocre contra fazer a diferença ao lado dos amigos começa a pesar nas suas decisões.

Como a maioria dos shounen, tem uma batelada de personagens, entre mocinhos, vilões e núcleo cômico que acabam conquistando o público. Aliás, os personagens são o maior trunfo da série. Não que as aventuras não sejam bem descritas, mas as personalidades, as diferenças de caráter entre os personagens é o grande charme da série.

Uma das coisas que mais dou crédito a autora é a maneira como ela constrói e costura a trama. Personagens que apareciam como figuração no Normal Days, voltam como vilões em sagas quase no final do mangá. Quase todos os personagens são aproveitados, o que torna tudo encaixado e fluído.

Tsuna e Basil (agente da CEDEF) com suas shinu ki
no honno: céu e chuva, respectivamente.
As batalhas são bem feitas e empolgantes. A maioria dos personagens passa por treinamentos intensivos para conseguir melhorar suas habilidades de combate, o que torna as situações mais “verídicas” e é possível acompanhar o desenvolvimento pessoal de cada um dos personagens.

Mas como nem tudo são flores, depois da Saga do Futuro, a obra perde bastante qualidade. Em partes porque as sagas seguintes não foram animadas e em outras porque parece que a autora começou a oscilar no caminho que deveria seguir. Depois de colocar Byakuran como um vilão forte na Saga do Futuro, o mangá ficou meio sem rumo. Os personagens trocavam muito de equipamentos, famílias mafiosas novas foram inseridas e praticamente jogadas na trama e as explicações, que sempre foram muito mirabolantes, mas com contexto, pareceram simplesmente jogadas.

O final foi bem fraco, principalmente devido ao cancelamento precoce no meio do Battle Royale Arc. Muita coisa ficou sem explicação e a família Tomaso nunca recebeu o devido foco que merecia. Além disso, assim como acontece nos mangás “temáticos” atuais, ninguém tem uma função sequer similar com sua contraparte real, ou seja, mesmo com a temática de máfia, todo mundo é legal e amigável.

Vongola Famiglia: Nona Geração vs. Décima Geração
Vale a pena? Apesar de todos os contras, vale. Bom, eu sou tiete da obra, admito, mas vale sim a pena, principalmente para quem gosta de shounen. Não é o melhor e não foge do conceito de lutar pela amizade, mas os personagens cativam, as explicações são boas e as lutas bem feitas.

Onde encontrar: O mangá é atualmente publicado pela Panini.
Fanart em homenagem a finalização do mangá

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