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A beleza do clichê em Dramaworld

Ah, doramas, as novelinhas asiáticas que me fazem perder horas do meu dia. Ok, não mais porque eu quase não vejo mais dorama, mas eu tive uma fase bem viciada, principalmente nos japoneses. Mas mesmo que eu ainda não veja mais com o mesmo fervor, eu ainda gosto do conceito e acabo vendo uma coisa ou outra quando sobra um tempo. E nesse tempo sobrando eu conheci Dramaworld.

A verdade é que eu não sabia nada sobre o dorama quando coloquei para assistir, eu li a sinopse e falei, é esse. E meu primeiro estranhamento foi a protagonista ser ocidental. E não ocidental descendente de asiáticos, mas uma ocidental mesmo, ruiva, cheia de sardas. Mas tirando meu estranhamento, a trama gira em torno de Claire Duncan (Liv Hewson), uma universitária que passa todos os dias assistindo diversos doramas em seu celular. Ela trabalha na lanchonete da família, mas sua grande paixão sãos as vidas glamorosas e emocionantes dos personagens de dorama. Ela é viciada em Taste of Love e no ator Jon Park (Sean Dulake) e fala sobre isso vinte e quatro horas por dia, a ponto do pai confiscar seu celular.

Certo dia, ela é magicamente teletransportada para o incrível mundo dos doramas. Um mundo onde tudo pode acontecer e as pessoas que nele habitam não sabem que não é real e ao acabar a temporada, eles irão simplesmente fazerem outro drama, sem se lembrarem da anterior. Porém, a jovem descobre ser uma exceção deste mundo e junto com Seth Ko (Justin Chon), passam a ser Facilitadores, os únicos que sabem que aquele o mundo não é real e tem a missão de ajudar o galã à ficar com a mocinha no final da história. Como nem tudo são flores, eles precisam seguir algumas regras básicas, pois todas as suas ações podem influenciar na vida dos personagens.

Claire ajudando (aka arruinando) o casal principal.
O plot me chamou muito a atenção, já que a missão de Claire passa ser juntar seu amado Jon Park com a mocinha, antes que o dorama acabe, assim impedindo que aquele mundo fantasioso entre em colapso. É engraçado ver como os clichês de dorama são explorados de forma deliciosamente bizarra na trama, como o fato de se um personagem desmaiar, sempre vai aparecer alguém para socorre-lo antes de atingir o chão. A trama segue explorando vários clichês enquanto Claire, em sua tentativa de ajudar, acaba arruinando as coisas e trazendo um ar novo e fresco as previsibilidades que a maioria dos doramas possui.

Claire, aliás, é uma personagem bastante única, ela não é incrivelmente bonita, carismática ou muito inteligente. Ela é uma garota como qualquer outra que está em casa babando pelos oppas e torcendo pelo final feliz e isso a destaca muito na trama. Mas nem tudo casou bem pra mim. Eu não sei se foi proposital ou não, mas Jon Park é o pior galã ever. Ele é bonito, mas falta charme e sedução, a atuação dele parece muito travada e ele é muito inexpressivo. Cadê aquele exagero apaixonante dos doramas?

O dorama, que na verdade é um minidrama, tem apenas 10 capítulos de 20 minutos, algo muito curto para o padrão coreano. A série, aliás, nem é totalmente coreana, Dramaworld é a primeira série original do site Viki, e boa parte dela é falada em inglês. Mas para quem é fã de dorama é uma boa pedida, com muitas risadas, muitos clichês e também ótimas novidades.

Até onde vi? Episódio 4
Pretendo continuar vendo? É curto, então sim.
Acudir a garota bêbada, mesmo que seja figurante, é um clichê que o galã não pode fugir.

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