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O traço infantil esconde os mistérios de Made in Abyss

Meu hype para animes anda muito baixo nesses últimos tempos, nada que realmente me emocione ou surpreenda. Por isso, quando vi as estreias dessa temporada, não criei nenhuma expectativa. Made in Abyss me pareceu engraçadinho e foi minha única aposta. E ele me ganhou pela capa, sério. Eu não sabia informação alguma da história, mas o traço infantilizado me chamou a atenção e assim, eu dei uma chance e não me arrependo.

Made in Abyss é baseado em um mangá homônimo que começou a ser publicado em 2012 na Web Comic Gamma e é autoria de Akihito Tsukushi. A trama se passa em um mundo fantasioso, onde uma ilha com m enorme sistema de poços e cavernas chamado Abyss é o único lugar inexplorado no mundo. Lá existem criaturas estranhas e maravilhosas, além de objetos conhecidos como relíquias que os humanos atuais não conseguem fazer, assim, grupos de aventureiros, conhecidos como “Exploradores de Caverna”, exploram esse local, coletando e catalogando tudo o que existe no Abyss. É nesse ambiente que conhecemos, Riko, uma Exploradora de Caverna em treinamento, que certo, durante uma expedição, acaba sendo salva por um garoto-robô, a quem ela carinhosamente chama de Reg.
Nat e Riku em uma atividade de exploração.
A animação, produzida pelo Kinema Citrus Studio, chama atenção logo de cara, pela estética infantilizada e suave. As cores são delicadas e pasteis, os personagens tem um traço um tanto caricato e o mundo tem um grande apelo visual. Não seria errado dizer que Made in Abyss é uma delicada mistura de Popolocrois Monogatari com Rodea: Sky Soldier e Etrian Odyssey. Com elementos de aventura medieval, ficção científica e dungeon crawling.

A trama caminha lentamente, apresentando personagens e situações e trazendo o espectador cada vez mais perto desse mundo novo e seus mistérios. Os episódios equilibram bem ação, aventura, comédia e conteúdo, com reviravoltas que trazem ganchos de elementos importantes da trama. A toda uma hierarquia por trás dos apitos que os Exploradores carregam e como isso está diretamente ligada as ambições de Riku, que sonha em ser conhecida e respeitada como sua mãe, uma Apito Branco, a escala mais alta para um explorador.

O trabalho de mixagem de som está muito bonito, a escolha dos dubladores parece se encaixar com os personagens e as músicas são interessantes. Talvez, eu não tenha gostado tanto da abertura quando da genialidade caricata do encerramento, mas é uma canção competente.
Riku e Reg
À primeira vista, o anime traz uma proposta simples, ser uma fábula de aventura medieval com um toque de ficção científica, trazendo o frescor da aventura e a ingenuidade dos personagens, em sua grande maioria, crianças. Embora exista muito mistério por trás do Abyss, acredito que os grandes trunfos vão ficar por conta do crescimento pessoal da Riku e o laço que se forma entre ela e Reg. Mas ainda é muito cedo para apostar no caminhar da trama (e juro que vou tentar não ler o mangá e me auto-spoilerzar).

Para os dois capítulos iniciais, achei que a trama se amarrou bem, trouxe curiosidade, reviravoltas e mostrou um pouco dos personagens, nos fazendo simpatizar e querer saber mais sobre eles. Espero que a qualidade da animação e da história prossigam no decorrer dos treze episódios prometidos.

Até onde vi? Capítulo 2
Pretendo continuar vendo? com certeza.

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